segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Mais"

Mais do que palavras
Mais do que promessas
Mais do que o mundo pode me dar...”

Ainda há muito o que viver, e ainda há muito o que escrever. Eu só sei que essas palavras surgiram do nada na minha mente. Vai ver porque eu estava pensando exatamente sobre o nada, e é incrível como ele é simplesmente tudo.

Percebi que eu quero mais, muito mais. Mais de (quase) tudo. Quero mais de mim, mais dos outros, mais da vida. Mais sinceridade, mais risadas escancaradas, mais chocolate, mais vento no rosto, mais beijos na boca. Muito mais.

domingo, 27 de junho de 2010

Little N.

O pouco que eu conheço sobre essa garota são seus versos, alguns tão tristes que me fazem sentir sua tristeza. É estranho, porque de alguma forma que eu não sei explicar, seus versos tristes parecem ter alguma alegria no ar, nem que seja a procura dessa alegria, ou talvez a fuga dela.

Há um quê de solidão em seus versos, mesmo quando são sobre amor, e há um medo do amor, um medo da entrega. Apesar de tudo isso eu creio que essa garota saiba que esse medo de amar, esse medo de se entregar, todos esses medos não fazem com que o amor acabe. O amor em si está ali, intacto, mesmo que ela não queira. E é difícil, isso é. É difícil conviver com esses medos e esses pensamentos que são capazes de segui-la por onde quer que ela vá. Ela tenta fugir, mas não é fácil.

E eu que sei tão pouco sobre essa garota, a não ser seus versos, posso arriscar uma teoria: Ela convive com esses medos e pensamentos porque nela vive também o amor, e ele é mais forte que qualquer outra coisa.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Músicas e Paul McCartney.

Eu percebi nesses dois últimos dias que tenho uma mania de explicar tudo direitinho, deixar as coisas certinhas, e blábláblá, então não resisti e resolvi fazer um post só pra citar as músicas que fizeram parte dos três últimos posts. Pra quem se interessar, vale a pena ouvir e atentar para as letras. Vamos lá:

A primeira música foi “Other Side Of The World”, da cantora KT Tunstall. Aqui o link do clipe dessa música (http://www.youtube.com/watch?v=YUpbO-mpi74), que faz parte do álbum “Eye to the Telescope”, de 2004.

No outro post eu citei duas músicas, mas uma delas é a principal. Chama-se “Feeling Good”, e é de Anthony Newley e Leslie Bricusse. Vários artistas regravaram essa música, é incrível. A que eu mais gosto é a do Muse, e VALE MUITO A PENA (assim mesmo, em CAPS LOCK) assistir a essa apresentação da banda (http://www.youtube.com/watch?v=5PN6egPgazA). A outra foi “Um certo alguém”, do Lulu Santos, e nem precisa de link, né? Mesmo assim lá vai: (http://www.youtube.com/watch?v=WzVtWderhIo)

Finalmente a última, que é “Paper Bag”, da Anna Nalick. Como eu AMO essa música (também em CAPS LOCK rs). Ela não tem clipe, mas achei um vídeo um dia desses que é tão fofo. *-* O link: (http://www.youtube.com/watch?v=cuja85S2wd0)

E eu não poderia terminar esse post sem citar o aniversário do Sir Paul McCartney. Hoje, 18/06, ele completa 68 anos. O clipe que eu escolhi pra ilustrar essa data querida é “Coming Up”. Não é exatamente um clássico, mas vale a pena porque é muito divertido (http://www.youtube.com/watch?v=cDBkySeyiDo).

Como diria o Igor: “É isso”.

:*

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Longe de tudo e de todos.

“Yeah, they talk about her
She smiles like she's so tough
She says "Hey, can you talk a little louder?
I don't think my heart is broken enough [...]

You know I gotta keep these cheeks dry today
Gotta keep my cheating strategy
And baby I'm gonna have it made…”


Depois de mais um dia cheio e cansada de sentir a mesma solidão ao estar rodeada de pessoas, aquela menina aparentemente frágil e iludida resolve voltar pra casa e ficar sozinha. Sua melhor companhia é sempre ela mesma. Todos os dias é o mesmo ritual: Ela se tranca no quarto, mesmo sabendo que é a única pessoa na casa, porque acredita que ali é o lugar mais seguro do mundo, o lugar onde nada e ninguém podem ultrapassar, e assim ela tem paz e pode compartilhar consigo mesma momentos de tranquilidade e música alta. Todos os problemas parecem desaparecer no ar, e em instantes ela já consegue até sorrir.

Aquela menina que se faz de difícil e madura na verdade só quer um pouco de paz e amor, mais e muito amor. Será difícil? Uma nova música começa, os pensamentos voam e mudam também. Ela se lembra de alguém, e sorri. Outra música. Essa não lhe faz tão bem. “Próxima”. A música. Ela então senta no chão, fecha os olhos e respira. As lágrimas que deixou cair durante o dia já secaram, a saudade – aquela boa – invade seu coração, e enche sua alma. Uma, duas, três horas. Já é tarde, e logo o dia vai amanhecer, e com ele surgem problemas. Os mesmos de sempre. Mas ela vai levantar e vai esperar que chegue a noite, pra que ela chegue em casa e possa ser ela mesma de novo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

E a vontade só aumenta.

Birds flying high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Reeds drifting on by you know how I feel
Its a new dawn it's a new day its a new life for me
And I'm feeling good

Sentada na cama olhando o tempo passar, vendo a chuva cair lá fora. Não há ninguém por perto, mas ela gostaria que alguém estivesse. “Um certo alguém”. A música é suave e lenta, aumentando aos poucos o sentimento de liberdade, mas ao mesmo tempo – e ela não sabe explicar como é possível – ela sente crescer uma vontade de se sentir presa. E se pudesse ficaria presa pra sempre, sem medo.

Mas o que predomina não é a saudade, e nem o amor. É a vontade, que, aliás, aumenta a cada dia, a cada reencontro. “Só você não percebe...”. E ela vai continuar só, olhando o tempo passar, a chuva passar, o dia amanhecer, e a vontade só aumentar.

"Waiting to chance..."

Over the sea and far away
She's waiting like an iceberg
Waiting to change
But she's cold inside
She wants to be like the water

Ela quer mudar, mas não sabe como. Tudo o que ela faz parece errado, exagerado, infantil. No fundo ela sabe que não é sempre assim, mas por alguma razão ela perde a referência de tudo o que é sensato quando se depara com o sentimento que mais tem lhe acompanhado nos últimos tempos. Que injustiça é não poder fazer o que quer e quando quer; não poder expressar da forma como queria certas coisas. Mas ela sente. O coração dela está cheio de dúvidas e inseguranças, mas de uma coisa ela tem certeza, e é exatamente isso que faz com que ela continue escrevendo coisas que ninguém vai ler. Só ela vai ler. E de certa forma já é o bastante, porque é como se fosse a evolução de alguém que luta contra si mesma para mudar, e todos sabem que mudanças não são tão simples assim. Elas exigem tempo e disposição.

Ela precisa mudar, e ela repete isso a cada cinco minutos, porque não consegue pensar em outra coisa. Durante a noite em que disse que não ia chorar, ela chorou pensando no que fez de errado. E durante a noite acordou de um sonho em que fazia o mesmo. “Sonho”. Pela manhã tudo parece mais fácil e claro, como a luz do sol. Quando a noite chega, a luz se vai e as coisas ficam mais e mais complicadas. O pior de tudo é saber que para que isso chegue a um fim, ela não precisa de muita coisa, mas ela tem que aceitar que as pessoas não são como ela – ainda bem – e que não pode cobrar do outro o que ele não sente.

Ela quer mudar, e já tem em mente o que fazer, só não sabe como e nem se vai dar certo. O importante mesmo é tentar, e isso ela já está fazendo.