quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eu sinto.

Estou tão cansada hoje... Já caminhei muito, inclusive debaixo de sol forte e chuva fria. Já enfrentei medos, inseguranças, ciúmes e preconceitos. Já ri bastante, mas também já chorei muito. Já tive falta de ar só de pensar em perder um amigo de alguma forma. Já sonhei com quem eu gosto, e já tive pesadelos que me fizeram acordar soluçando e com lágrimas nos olhos. Já li cartas sinceras de amizade, assim como percebi num sorriso certa falsidade escondida. Não liguei, e segui em frente. Já conversei, já calei – às vezes o silêncio fala mais que qualquer palavra. Já cantei, já pulei, já fiquei tonta, já pensei em desistir, já pensei em continuar, já pensei que não ia dar certo, já tive esperanças, já fui encorajada, já fui desencorajada, já fiquei com raiva, já fiquei triste, já fiquei eufórica, já fiquei feliz. Já quis sair por aí andando sem rumo, já quis cantar debaixo da chuva forte e no meio da rua, já quis dizer pra algum amigo que ele é muito importante na minha vida. Já quis poder conversar com alguém sobre algo que consideram complicado - sexo, drogas, orgulho -, mas sem cobranças ou piadas. Já quis muito e desesperadamente o beijo do meu namorado. Já quis ouvir a voz da minha mãe, já quis ouvir do meu pai que ele se orgulha de mim. Liguei e ouvi a voz da minha mãe. Recebi uma mensagem do meu pai dizendo que ele se orgulha de mim. Fiquei feliz com isso. Já quis ouvir os conselhos de alguém leigo em algum assunto, simplesmente porque quanto mais algumas pessoas sabem sobre algo, mais difícil fica entender o que querem dizer. Já acordei com vontade de escrever, e não consegui terminar nem uma linha sequer. Já quis saber desenhar. Já desenhei e ri do resultado. Já comprei uma camisa dos Beatles. Já me senti feia, assim como já usei uma roupa que eu gosto e me senti bem. Já usei maquiagem em casa. Já saí de casa sem maquiagem. Já usei maquiagem pra esconder as marcas de choro da noite anterior. Já usei maquiagem pra ficar – tentar ficar – bonita. Já escolhi a primeira roupa que vi na minha frente. Já troquei de roupa mil vezes antes de sair. Já fui eu mesma, já tentei fugir de mim. Já senti frio quando todos sentiam calor. Já quis ficar sozinha, já quis companhia. Já guardei uma foto no meu caderno pra olhar assim que a saudade apertasse. Já ouvi uma música e chorei sem perceber. Choro de alegria, de tristeza ou de solidão. Já me senti esquecida. Já me senti especial. Já tive amigos que se esqueceram do meu aniversário. Já tive amigos que me fizeram surpresas nesse dia. Senti-me querida por isso.

Com tudo isso, só posso perceber que já senti coisas demais pra que alguém ache que eu não sinto nada. Eu sinto, sim. Estou sentindo agora. Ainda vou sentir amanhã quando eu acordar. E assim vou sentir outras milhares de coisas, e vou perceber que ainda não quero parar de sentir.

domingo, 29 de agosto de 2010

Baseado em um diálogo real

“- Esquece. Isso nunca vai mudar.

- E você é a dona da verdade, né?

- Não, apenas sou realista. Realista e responsável.

- Quem disse que eu quero olhar pra vida da mesma forma que você? E se eu quiser sonhar, idealizar, errar...?

- Vai fundo. Quando cair e se machucar não vá dizer que não avisei.

- Nunca cair é o sinal que você nunca viveu de verdade.

- Prefiro viver a vida desse jeito, tomando cuidado, ao invés de sair louca por aí e fazer o que não devia.

- Vai se arrepender de não ter aproveitado. Pode escrever.

- Calma, aí. E quem disse que não dá pra fazer as duas coisas? Quem disse que não é possível sonhar e fazer? Planejar, idealizar, e ir atrás? Ter cuidado, mas se jogar quando achar necessário? Esse papo de vocês... Não sabem nada da vida, hein...”

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Chegou a hora de recomeçar..."

Ela me disse que cansou de toda essa confusão que existia em sua mente e resolveu apenas viver sua vida. Simples assim. Como alguém que tem sede e bebe água. Normalmente. Automático. Eu duvidei no início, mas concordei. Ainda assim não pude deixar de me sentir feliz por ela, mesmo sabendo que haveria momentos de fraqueza, afinal “ontem” mesmo ela era apenas uma garota frágil e calada. Como alguém pode mudar assim, tão rápido? Mas eu não disse pra ela que isso era ilusão. Eu apenas dei a ela um voto de confiança, afinal eu sei que ela merece ser feliz e recomeçar, e ela tem todo o meu respeito, afinal ela acorda todos os dias pensando nisso, pensando em mudar. Ela me disse isso uma vez. Eu fui capaz de me sentir mal por ela todas as vezes que escutei seu choro, suas reclamações... De certa forma eu também sentia tudo aquilo. Eu vivia tudo aquilo com ela. Nós éramos a mesma pessoa, e eu sabia que um dia ela seria capaz de me alcançar. Isso porque eu estava um passo a frente, sempre esperando pra conseguir segurá-la quando ela precisasse. Mas tudo o que eu queria era deixá-la livre, pra que eu pudesse andar ao seu lado, não a sua frente.

sábado, 7 de agosto de 2010

E essa saudade...?

E essa saudade que me acompanha todos os dias? O que fazer com ela?

Minha amiga mais íntima desde a última vez que te vi, ela está ao meu lado todos os dias, desde que acordo, até quando vou dormir, inclusive nos meus sonhos e pensamentos. Eu sou saudade da cabeça aos pés. Ela dói, ela faz cócegas, ela me invade devagar, ela me faz quase chorar... Ela não sabe se vem e acaba comigo, ou se apenas pega minha mão e me deixa respirar. Eu só sei que já provei dessa saudade em várias intensidades. Hoje ela está amena, se arrastando, porque sabe que não vai durar muito mais tempo.

Uma coisa boa em tê-la comigo é aprender a conviver com ela da maneira correta. Se é que há uma fórmula para aprender. Enfim. Tudo o que sei é que mesmo sabendo me controlar, nada supera completamente a vontade de te ver de novo, porque te ter por perto é quase como uma renovação do que eu já sei, do que eu já sinto: Que eu gosto de você e é isso que importa.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

(L)

Não é tão fácil falar ou escrever sobre ele, especialmente porque quando eu penso que sei o bastante, logo percebo que ainda há muito para descobrir. E ele não sabe, mas eu ficaria feliz em tê-lo como minha experiência científica pessoal, e estudá-lo 25 horas por dia. Tenho certeza que cada segundo desse tempo me faria perceber coisas novas, e entender melhor o que eu já conhecia sobre ele.

Nada é o que parece, e tudo é do jeito que é. Ele é simples, complexo, calmo, eufórico, amável... Amável... E eu não lembro mais o que ia escrever, porque me lembrei da sua pele.Um minuto para eu me recuperar. *um minuto* Okay, vamos continuar. Ele é feito de sonhos metas, e eu não duvido nem por um segundo que ele vai alcançar todas elas um dia. Auto-crítico, detalhista, e com ótimos argumentos, o que tinha tudo pra ser uma simples conversa com qualquer outra pessoa, com ele torna-se quase filosofia, e não importa o assunto. Qualquer um pode ser filosófico com ele. Filosófico, musical, publicitário, cinematográfico, teatral, e muito mais. Será que ele já se viu nessas minhas palavras? Porque eu, modéstia à parte, já consigo imaginá-lo bem aqui do meu lado, lendo o que eu estou tentando escrever, e que mais tarde vai ser sobre ele. Na minha imagem recriada dele, seu discurso é quase infalível, tudo para que eu mostre o meu rascunho. Isso porque ele é muito curioso. E o olhar que ele faz para tentar me convencer de algo é inconfundível.

Se ele fosse uma cor, seria verde. Se fosse uma matéria, seria história. Se fosse uma banda, seria uma não muito conhecida, só pra ele poder mostrar para os outros e fazê-los viciar nas músicas. Se fosse um sabor de sorvete, seria um que ainda não provou pra poder descobrir novos gostos. Se fosse uma cidade ou país, seria algum lugar da América Latina, talvez. Ou da África, quem sabe. Talvez da Europa. Seria qualquer lugar com um belo visual, e com uma história cativante. E ele iria voltar desse lugar com boas fotos para deixar cada momento registrado.

Quem não o conhece pode não saber de nada disso, ou saber de alguns desses detalhes, mas só conhecendo mesmo para poder descobrir algo mais, porque ele não sai do seu mundo pessoal com qualquer pessoa. Ele é de câncer, mas nem a astrologia pode descrevê-lo tão bem. Ninguém pode. Ainda faltaria a palavra perfeita, aquela que talvez nem ele saiba dizer qual é.

E eu espero que ele saiba o quanto é especial, e único, e o quanto ele merece viver, viver coisas boas, e o quanto eu fico feliz em tê-lo conhecido. E eu espero que ele saiba o quanto foi difícil em algumas linhas desse texto falar sobre ele. Risquei, apaguei, escrevi de novo... Mesmo assim não ficou perfeito. Mas foi tudo feito de uma forma muito sincera, foi feito de coração. A trilha sonora ajudou. E a imagem dele recriada por mim ainda está aqui do meu lado, sorrindo, tentando ler o final desse texto.


É estranho, porque eu li e reli essas minhas palavras várias vezes, mas sempre ficava a impressão de que o texto não tinha um fim. Vai ver é porque ainda há muito o que escrever sobre ele e pra ele.


P.S.: Sei que ainda é um pouco cedo pra esse post, mas é a culpa da incerteza dos meus dias de internet. Não tenho mais horário fixo pra usar isso aqui, pelo menos durante esses dias de férias. Enfim, o que eu quero dizer nesse post é: FELIZ ANIVERSÁRIO.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Mais"

Mais do que palavras
Mais do que promessas
Mais do que o mundo pode me dar...”

Ainda há muito o que viver, e ainda há muito o que escrever. Eu só sei que essas palavras surgiram do nada na minha mente. Vai ver porque eu estava pensando exatamente sobre o nada, e é incrível como ele é simplesmente tudo.

Percebi que eu quero mais, muito mais. Mais de (quase) tudo. Quero mais de mim, mais dos outros, mais da vida. Mais sinceridade, mais risadas escancaradas, mais chocolate, mais vento no rosto, mais beijos na boca. Muito mais.

domingo, 27 de junho de 2010

Little N.

O pouco que eu conheço sobre essa garota são seus versos, alguns tão tristes que me fazem sentir sua tristeza. É estranho, porque de alguma forma que eu não sei explicar, seus versos tristes parecem ter alguma alegria no ar, nem que seja a procura dessa alegria, ou talvez a fuga dela.

Há um quê de solidão em seus versos, mesmo quando são sobre amor, e há um medo do amor, um medo da entrega. Apesar de tudo isso eu creio que essa garota saiba que esse medo de amar, esse medo de se entregar, todos esses medos não fazem com que o amor acabe. O amor em si está ali, intacto, mesmo que ela não queira. E é difícil, isso é. É difícil conviver com esses medos e esses pensamentos que são capazes de segui-la por onde quer que ela vá. Ela tenta fugir, mas não é fácil.

E eu que sei tão pouco sobre essa garota, a não ser seus versos, posso arriscar uma teoria: Ela convive com esses medos e pensamentos porque nela vive também o amor, e ele é mais forte que qualquer outra coisa.