segunda-feira, 12 de julho de 2010

(L)

Não é tão fácil falar ou escrever sobre ele, especialmente porque quando eu penso que sei o bastante, logo percebo que ainda há muito para descobrir. E ele não sabe, mas eu ficaria feliz em tê-lo como minha experiência científica pessoal, e estudá-lo 25 horas por dia. Tenho certeza que cada segundo desse tempo me faria perceber coisas novas, e entender melhor o que eu já conhecia sobre ele.

Nada é o que parece, e tudo é do jeito que é. Ele é simples, complexo, calmo, eufórico, amável... Amável... E eu não lembro mais o que ia escrever, porque me lembrei da sua pele.Um minuto para eu me recuperar. *um minuto* Okay, vamos continuar. Ele é feito de sonhos metas, e eu não duvido nem por um segundo que ele vai alcançar todas elas um dia. Auto-crítico, detalhista, e com ótimos argumentos, o que tinha tudo pra ser uma simples conversa com qualquer outra pessoa, com ele torna-se quase filosofia, e não importa o assunto. Qualquer um pode ser filosófico com ele. Filosófico, musical, publicitário, cinematográfico, teatral, e muito mais. Será que ele já se viu nessas minhas palavras? Porque eu, modéstia à parte, já consigo imaginá-lo bem aqui do meu lado, lendo o que eu estou tentando escrever, e que mais tarde vai ser sobre ele. Na minha imagem recriada dele, seu discurso é quase infalível, tudo para que eu mostre o meu rascunho. Isso porque ele é muito curioso. E o olhar que ele faz para tentar me convencer de algo é inconfundível.

Se ele fosse uma cor, seria verde. Se fosse uma matéria, seria história. Se fosse uma banda, seria uma não muito conhecida, só pra ele poder mostrar para os outros e fazê-los viciar nas músicas. Se fosse um sabor de sorvete, seria um que ainda não provou pra poder descobrir novos gostos. Se fosse uma cidade ou país, seria algum lugar da América Latina, talvez. Ou da África, quem sabe. Talvez da Europa. Seria qualquer lugar com um belo visual, e com uma história cativante. E ele iria voltar desse lugar com boas fotos para deixar cada momento registrado.

Quem não o conhece pode não saber de nada disso, ou saber de alguns desses detalhes, mas só conhecendo mesmo para poder descobrir algo mais, porque ele não sai do seu mundo pessoal com qualquer pessoa. Ele é de câncer, mas nem a astrologia pode descrevê-lo tão bem. Ninguém pode. Ainda faltaria a palavra perfeita, aquela que talvez nem ele saiba dizer qual é.

E eu espero que ele saiba o quanto é especial, e único, e o quanto ele merece viver, viver coisas boas, e o quanto eu fico feliz em tê-lo conhecido. E eu espero que ele saiba o quanto foi difícil em algumas linhas desse texto falar sobre ele. Risquei, apaguei, escrevi de novo... Mesmo assim não ficou perfeito. Mas foi tudo feito de uma forma muito sincera, foi feito de coração. A trilha sonora ajudou. E a imagem dele recriada por mim ainda está aqui do meu lado, sorrindo, tentando ler o final desse texto.


É estranho, porque eu li e reli essas minhas palavras várias vezes, mas sempre ficava a impressão de que o texto não tinha um fim. Vai ver é porque ainda há muito o que escrever sobre ele e pra ele.


P.S.: Sei que ainda é um pouco cedo pra esse post, mas é a culpa da incerteza dos meus dias de internet. Não tenho mais horário fixo pra usar isso aqui, pelo menos durante esses dias de férias. Enfim, o que eu quero dizer nesse post é: FELIZ ANIVERSÁRIO.